sexta-feira, 10 de abril de 2009

O POETA

Já te despedes de mim, Hora.
Teu golpe de asa é o meu açoite.
Só: da boca o que faço agora?
Que faço do dia, da noite? Sem paz,
sem amor, sem teto,

caminho pela vida afora.
Tudo aquilo em que ponho afeto
fica mais rico e me devora.
*Rainer Maria Rilke

Um comentário:

Cristina disse...

Acho texto de uma profundidade incrivel.
Parabéns!!!