quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Uma abordagem acerca da angústia humana à luz de Kierkegaard (Para a menina triste)

De maneira geral, pode se dizer que na vida há três caminhos ou sendas que o indivíduo acaba escolhendo de maneira mais ou menos espontânea, de acordo com predileções particulares de cada qual, dentro dessas há uma série de subdivisões que serão descobertas a partir do sujeito em si. As três grandes vertentes são : A Estética, a ética, e a religiosa.
A primeira diz respeito ao homem comprometido com o prazer da vida, com o gozo de cada momento, é a caricatura tradicional do assim chamado irresponsável, do playboy; Já a vida no sentido ético, vem nos falar do tradicional pai de família, de um ser humano maquinalmente comprometido com as suas “obrigações”, trabalho, crença na sociedade etc; A última concepção de agir, a ação religiosa, vem inevitavelmente de encontro ao sentimento de impotência do homem ante a vastidão do mundo, o indivíduo religioso é alguém essencialmente desacreditado, ele busca uma realidade sobrenatural, tentando conceber a origem e o motivo das coisas.
A grande questão, entretanto, não é ter conhecimento dos comportamentos, mas sim ter ciência do ponto de partida para a ocorrência desses estereótipos. É necessário entender, a priori de qualquer reflexão, que o homem antes de ser envolvido em todo o arcabouço de valores sociais, tradicionais ou não, é ele um ser livre por excelência. E uma vez que se defronta com a realidade (artificial) do senso comum, ele (o homem) se sente acuado, nessa condição de pasmo com o próprio “eu”, se vê entregue. Hora pela falta de auto-crença, hora pela crença exacerbada em verdades alheias o ser se coloca em uma sub-condição de não governo e cria fugas diversas, pela projeção de uma imagem de potência (ideal estético), pela projeção de uma imagem de retidão (ideal ético) ou pela justificação de si numa sofismática transcendente (ideal religioso), mas por mais escravo que esteja, por mais esquecido de si,no coração do homem, no recanto mais sombrio, existe um vulcão latente (a essência de cada um) que se não se permitir caminho para a vazão de sua lava quando chega a erupção ela apenas o seu próprio produtor.
Homem se vê posto na linha de tiro entre o ser e o dever, a razão e o desejo, o teatro e a vida... É mister lembrar que só se vive uma vez e a vida é curta demais ! Vença-se a si mesmo e depois disso não haverão mais adversários. Um velho mestre disse uma vez: “O HOMEM É UM DEUS ENFAIXADO !” Retirem-se as Faixas e busque-se a verdade de cada um.

Ps: Dedicado a você que me confiou os seus segredos...

2 comentários:

Katty disse...

Por hora li os dois primeiros posts... não tinha dúvidas de que este espaço iria me agradar! Esse foi o primeiro passo, parabéns!!
Já vi tudo... mais um site para minhas visitas frequentes... ao contrário de uns, aqui - com certeza - não será um martírio!
Beijos querido conterrâneo e amigo!
Karina Porto Firme

shintoni disse...

Leandro:
Hoje postei este no Duelos. Seus textos são ótimos!
Valeu mesmo!
Abração e ótimo final de semana!